Principais erros, no meu ponto de vista, que as assessorias de imprensa mais cometem:
- enviar release em PDF. Não é facilmente editável, muito menos em doc. Receber release em PDF dá mais trabalho do que precisaríamos ter;
- enviar releases sem fotos e imagens. No geral, buscamos alguma de banco de imagem e boa. Mas, na maioria das vezes, o assessor envia um release sem foto e depois que colocamos outra, pedem para trocar. Um tanto desnecessário;
- enviar fotos apenas de CEOs, fundadores, presidentes ou executivos dos negócios. Nem todo veículo usa estas fotos. Se não estão afim de estudar os veículos para saber que tipo de foto podem utilizar, diversifiquem! Insiram, também, fotos genéricas e gerais sobre o tema;
- enviar fotos apenas na vertical. Para destaques de sites, por exemplo, não se usam fotos verticais. Elas serão sempre horizontais, retangulares ou quadradas. Fotos verticais são para stories de redes sociais ou plataformas específicas, como o Tik Tok;
- enviar fotos e imagens como documento no whatsapp. Grande parte dos assessores enviam imagens no whats como documento. Sendo assim, para acessar é preciso baixar o arquivo. O ideal é que sempre seja enviado como fotos e vídeos.
- não pesquisar o veículo para qual está enviando a sugestão. Isso é essencial, para entender como, para quem enviará o material, e com qual abordagem;
- não conhecer o próprio cliente. Parece bizarro, mas é muito mais real do que imaginamos. Os assessores, de modo geral, não sabem detalhes importantes de seus clientes. O assessor tem que saber da marca tanto quanto o porta-voz, o fundador, o CEO, ou seja lá quem for que detenha maior conhecimento do negócio.
E eu penso que as assessorias de imprensa deveriam investir mais, e com mais propriedade, em ações como:
- usar o doc do Google, por exemplo, para a produção textual. Além de ele permitir edição em tempo real do arquivo (o que facilita a vida das agências que não precisam ficar enviando repetidas vezes o mesmo documento com pequenas alterações, pois todos podem ver e alterar qualquer coisa no mesmo arquivo, com acesso imediato por qualquer outra pessoa. Além do que, é possível enviar release para jornalista de redação mais próximo, pelo whatsapp, apenas mandando o link do material;
- sempre enviar imagens na horizontal. Especialmente quadradas, que funcionam mais em sites e redes sociais, quando falamos em postagem nos feeds.
- conhecer seus clientes a fundo. É preciso saber detalhes dos clientes para, além de poder criar novas e diferentes sugestões de pauta, poder responder qualquer pergunta que os jornalistas das redações tenham;
- aprender a Língua Portuguesa e a usar a IA como recurso. A maioria das agências utiliza a IA em suas produções, o que eu não acho errado, mas é preciso revisar. E bem revisado. As IAs, por exemplo, substituem vírgula por traço (ou travessão), e isso está errado.
- por fim, e não menos importante: assessorias de imprensa não enviam PAUTAS, elas enviam SUGESTÕES DE PAUTAS. As pautas são produções jornalísticas dos veículos.
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